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3 de jul. de 2026

Our Blues

 


Oyasumi!!!

Faz tempo que eu não venho aqui né, mas agora vai ficar bem esporádico ou ainda pior, mais abandonado. É a vida, fazer o que?

Bom, esse drama tem a tradução para o português como "Amor e outros dramas" - acho que é porque o tradutor estava revoltado em traduzir, como essa tradução é um lixo típico Netflix, eu decidi manter a versão em inglês que é bem melhor. Em tradução livre seria: Nosso Azul.


Sinopse:

Choi Han Sul (Cha Seung Won) volta para a ilha de Jeju, sua cidade natal. Reencontra os velhos amigos, e daí pra frente vão se desenrolando diferentes histórias dos amigos e relacionados de Han Sul. E nessa ilha, cercada do azul (seja o mar ou mesmo os problemas e dificuldades que os personagens encaram), histórias engraçadas e comoventes vão te envolver.


Pontos Fortes:

Cada história vai te envolver certamente, umas mais que outras, é um típico drama de Noh Hee Kyung com várias pontas, bem familiar, adoro. O diretor, Kim Kyu Tae, faz cenas maravilhosas, é o mesmo diretor de IRIS, Moon Lovers, entre outros dramas lindos.


Além disso, é recheado de bons atores, para além do Cha Seung Won, temos a maravilhosa Lee Jun Eun como a amiga de Han Sul, a Jung Eun Hee. O Lee Byung Hun como o cara problemático da vila, por ter brigado com a mãe dele (em uma ilha pequena onde todos se conhecem né). Entre os jovens temos o Kim Woo Bin... são um total de 13 atores principais, como bom drama de Noh Hee Kyung, esse é complexo e muito bem feito. Assistam.


Pra mim seria impossível comentar todas as histórias, mas apenas algumas pinceladas: É tocante a história da irmã autista da menina que é uma das pescadoras - Haenyeo (해녀), que já falei dessa cultura antes, nesse drama fica bem clara sobre essa profissão na Coréia. Eu acho muito tocante a história das melhores amigas, mas a que limite isso pode chegar, e o quanto as relações familiares são inquebráveis, hem fim, é um drama que vale a pena ser visto.


Pontos Fracos:

Para esse tipo de drama, ele tem zero defeito. O mais complicado são as diferenças culturais com a Coreia, mas isso não é culpa do drama.



Onde Assistir:

Tá na Netflix.



26 de dez. de 2025

Gênio dos Desejos (다 이루어질지니)


Drama com Bae Suzy e Kim Woo Bin, o que mais falta? Bom, faltou história... Alerta de critica no nível máximo.

Sinopse: 

Qual é a sinopse dessa história? Bom, parece que deram a Kim Eun Sook dois atores maravilhosos e ela não tinha ideia de história. Tudo começa com Ki Ka Young (Bae Suzy) passeando por Dubai, indo pentelhar a mãe que a abandonou. Mas não foque muito nisso, é meio que um começo sem fim essa parte da história.

Foque no fato de ela ter um belo dia tropeçado na lâmpada do Gênio Iblis (Kim Woo Bin), que com ódio puro no coração vai corromper ela, assim que ela disser quais são os desejos dela. 

Daí pra frente, é só pra trás mesmo. O primeiro desejo dela abre um leque de histórias, sem graças e mal feitas. O segundo abre outro leque de histórias perdidas. E enquanto isso, a relação de uma psicopata com um gênio perdido na Coreia não anima, não atrai e nem comove.


Pontos Fortes:

Cenas bonitas em lugares caros, para mostra que jogaram dinheiro pela janela. Eu discordo dos que reclamaram de apropriação cultural (vá saber o que essa gente quer dizer com isso né?), de qualquer forma a história é bem dividida entre Coreia e Dubai, coreano e árabe. Em nenhum momento é tratado como uma história original, sendo justa com o drama se esforçaram em ser claros quanto a isso. Vou deixar uma nota sobre isso no final dessa review, mas vamos logo as críticas.


Pontos Fracos:

As atuações foram boas, mas não tinha história. Daí você pode jogar dinheiro um Dubai que ninguém vai se comover. Enquanto eu tentava terminar de assistir a esse drama, eu assisti do começo ao fim a série Sandman, o drama com o Oguri Shun na Netflix e iniciei o drama Agência, para ter uma ideia de quão difícil foi engolir 12 episódios dessa série. Sim, eu sei que tem 13, mas o último estava tão ruim que eu coloquei na velocidade máxima e pulei os clichês se não eu não terminaria esse drama.

E não se engane em pensar que em algum momento a série foi boa, normalmente os dramas coreanos precisam desenvolver a história em 2 ou 3 episódios, então mesmo que o drama não estivesse empolgante eu geralmente vou até o quarto episódio para ver se algum coelho sai da cartola... e não sai, porém desistir parecia burrice, como que Kim Eun Sook não vai me surpreender? Ela escreveu o roteiro de Descendants of the Sun, Mr. Sunshine, e o Rei Eterno me recusava a acreditar que esse drama não iria me surpreender. Acho que vou culpar o diretor Ahn Gil Ho por essa tragédia que foi o drama, dele só assisti As memória de Alhambra, que foi um drama bem mais ou menos viu.

~~~~~~~~~~~~~~~ Alerta de Spoilers ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Listando aqui os problemas do drama: Primeiro é totalmente confuso o que seria a vingança do Gênio contra a Ki Ka Young. Ela precisa ser corrompida fazendo os três desejos, e eles precisam ser egoístas, por quê? O que acontece se forem? E se não forem? e se ela fizer igual da outra vez? Tiraram a memória dele, quem? Por quê? Para quê? O que isso mudava? Que lambança de merda, para reproduzir um clichê irritante de casal que começa se odiando mas se apaixonam, ficou ridiculo, irritante e destruiu com a magia principal do drama! 

Aquela história com o Anjo, além de muito irritante, era desnecessária, confusa e sem noção. Ele só poderia cortar a cabeça do Gênio depois que ela fizesse os desejos, por quê? Que diferença isso faz? Qual é a necessidade de ele ser alguém rico? Bem, muito ruim.

Não teve sentido o primeiro desejo da Ki Ka Young, abriu várias histórias que mais pareciam estar enchendo linguiça enquanto eles filmavam cenas de beijos e quedas de pétalas com os personagens principais. Vamos falar daquele assassino cuja a história foi mal desenvolvida? E da menina que tinha inveja Ki Ka Young? Nossa, tudo mal feito, a mulher do supermercado parece que meio que desistiram da história. As vezes as histórias em paralelo enriquece o drama, mas nesse caso eles estavam totalmente desconectados, de modo que parecia que alguém estava só preenchendo o tempo.

Legal a amiga dela ser uma homossexual assumida na história, mas precisava daquela coisa zuada com a avô dela? Desnecessário e contra producente vamos ser honestos.

Por fim, a história principal chega, sem fazer nenhum sentido, e muito mal explicado, resolvendo todo o rolê, que mal existia, com uma briga de machos patéticas no jardim morto. Se era só cortar aquela maldita árvore? Por que levou isso tudo de tempo para fazer? Aff.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Fim do Spoiler ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Baixar/Assistir

Olha essa história me deu é ódio. E ter a Suzi e Woo Bin tentando salvar o drama, não ameniza nada. Gastei meu tempo com essa porcaria. Se quiser ver, ela está na netflix.

Nota sobre apropriação cultural: Não sou especialista no assunto, e eu por enquanto (até que me apresentem um bom argumento), acho patético "apropriação cultural". Existem histórias em todas as culturas que valem a pena ver, e dependendo do país e do conteúdo eu nunca vou ver devido a carga de machismo e diferenças culturais. Ou e história do Gênio na lâmpada vocês conheceram por algum filme árabe? Eu acho que não né?
Já olho com desconfiança para dramas (coreanos, japoneses e chineses) que contém família no centro, pois a diferença cultural é gritante, e não será um entretenimento para mim. É bem diferente eles simplesmente agirem como se a ideia de gênios na lâmpadas fosse original deles. Assim como qualquer história árabe que fale de uma raposa de 9 caudas não poderá falar como se fosse uma história original.  Esse drama sofreu um certo cancelamento por causa desse tema, cancelamento por sí só já é patético, por causa desse assunto, me fez ver um drama ruim só para ser do contra, viu.


12 de dez. de 2025

As Três Irmãs (작은 아씨들 - Little Women)


No português gostamos de ter traduções bem nossas mesmo, esse drama que tem o titulo em inglês de Pequenas Mulheres em uma tradução livre, no Brasil optamos por As Três Irmãs. A tradução pelo menos não é ruim, afinal a história é sobre três irmãs e de certa forma o titulo pequenas mulheres é sobre a insignificância delas diante da trama que se metem (e que provam ser muito maiores do que pensam).


Sinopse:

Três irmãs Oh acabam, de forma diferente, se envolvendo com uma família rica, poderosa e má fazendo com que tenham que tomar decisões arriscadas sobre as próprias vidas, além de questões éticas e morais. 

A mais velha Oh In Joo (Kim Go Eun) trabalha em uma empresa como contadora, e a história inicia quando sua única amiga na empresa comete suicídio, deixando para ela uma puta grana que ela desviou da empresa. A empresa, sabendo que ela era a única amiga da suicida, decide contatar ela para encontrar essa grana que ela desviou, sem saber que parte dessa grana está justamente com Oh In Joo. Choi Do Il (Wi Ha Joon) é designado para trabalhar junto com Oh In Joo, e tudo começa a ficar complicado quando é posto em cheque se foi realmente suicídio ou um assassinato.

Em paralelo, a repórter Oh In Kyung (Nam Ji Hyun) investiga um político muito poderoso, o chefe de Choi Do Il e dono da empresa onde Oh In Joo trabalha. Ela que é alguém que busca ser correta, mas que tem um pequeno problema, o alcoolismo. E para finalizar, a quem eu mais odiei da família, Oh In Hye é simplesmente a melhor amiga da filha do casal rico da história (o político que está tentando recuperar o dinheiro que a amiga da Oh In Joo desviou).

As três, pobres irmãs, terão que ser firmes e unidas para lidar com essa família (de malucos).


Pontos Fortes:

Ok, o elenco de atores é de matar, Wi Ha Joon é simplesmente o policial de Squid Game (Round6). Eu comecei a ver esse drama por causa mesmo da Kim Go Eun, de o Rei Eterno com o Lee Min Ho, e também por causa da Nam Ji Hyun, ela é mais desconhecida mas eu gostei muito dela em o Jantar da Bruxa, ela é maravilhosa. 

O drama tem uma boa pegada, embora não seja maratonável, ele é intrigante. E as cenas de ação, suspense são bem feitas.


Pontos Fracos

Com esse elenco principal eu me aventurei pela história de Louisa May Alcott (estadunidense, o drama é baseado no romance de mesmo nome dela) com roteiro da maravilhosa Jung Seo Kyung (a roteirista do filme A Criada), e com direções de Kim Hee Won (diretor de Vincenzo) e Kwon Young II (diretor de WWW e uma família atípica) eu devo confessar que muito me decepcionou. E não é porque o drama é ruim, é porque a história de Louisa é ruim. Nem com bons diretores e roteirista teve como recuperar, é uma história que te prende pelas cenas e roteiros, mas não entrega em história - porque a história é ruim mesmo.

E a partir daqui vai conter spoiler:

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Spoiler ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Vamos começar por toda aquela patifaria com a esposa do político mostrando que ela é a psicopata da história, e que para se entreter, escolhe algumas bonecas humanas para brincar. Oh In Joo ter ido no ape, tomado uma bebida duvidosa na esperança de encontra a amiga - que ela viu morta! É bem decepcionante e te faz refletir se vale a pena continuar.

O que me leva ao segundo ponto de decepção da história, a amiga dela estar de fato viva foi muito  decepcionante, nível pasteleira de história dos anglo saxões, nível Agatha Christie de mistério mal feito com revelações sem noção (perdão se gosta da escritora, eu odeio). 

Sério, o drama só é assistível porque tem muito diretor bom e roteirista boa jogando pimenta coreana para ver se é engolível essa história, porque porr444444.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Fim do Spoiler ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


Baixar/Assistir:

O drama é bem feito, mas a história não me agradou, é bem ruim mesmo. Porém, pode ser que te agrade, já que ganhou o prêmio de melhor drama daquele ano (se bem que não acredito muito em prêmios, podem ser bem roubados).

Se eu recomendo? Olha se não tiver nada melhor na lista, não é tão ruim assim, entretêm um pouco. Está na Netflix, e como estava lá eu assisti completo, o drama não fica maçante, o que é bom.

5 de dez. de 2025

Borda do 9 (9 Border - 9ボーダー)


Oyasumi pessoal! Bora falar de um drama japonês bem relaxado para abrir aí o Dezembro, último mês de postagens. Esse é um drama da qual me identifico muito, e embora tenha sua característica padrão de drama japonês, tudo parado e nada te puxando, esse drama tem uma discussão muito legal sobre idade e felicidade. Vem comigo:


Sinopse:

As três irmãs Ohba, Mucchan (Kinami Haruka), Nana (Kawaguchi Haruna) e Hatsumi (Hata Mei) estão na borda do 9, respectivamente elas tem 39, 29 e 19 anos. E prestes a irem para a próxima fase da vida, ou seja, casa dos quarenta, trinta e vinte. Porém, cada uma está enfrentando os desafios e dilemas dessa vida: Ser uma mulher de 40 anos é quando tudo já passou e nada de novo acontecerá? E ser de 30 anos e não ter se casado ainda, é um problema? Chegar nos 20 anos, e ainda não saber qual caminho seguir e tá tudo bem? (Com o perdão do etarismo, os jovens de uns 25 ainda não parecem saber o que querem da vida).


Como a sociedade molda as nossas expectativas para cada fase da nossa vida, principalmente a japonesa mas não só ela. Quando tinha vinte, o que esperava dos trinta? E o que você espera quando chegar a idade do "enta"? Esse é um drama que vai fazer sentido para as pessoas que passaram dos 30, na minha opinião.


Pontos Fortes:

Só tem um único motivo pelo qual eu comecei esse drama: A trilha sonora toda é feita com as músicas do Sekai no Owari - e só isso já é suficiente para eu derramar lágrimas.

O drama se foca bem na Nana, e no dilema de ter se esforçado muito para ser boa em um emprego que não a valoriza. Se sentindo usada e agora prestes a ser descartada, como se uma mulher que não casou e não teve filhos, não tivesse valor. Além disso, também há a história com o Kotaro, um jovem que foi encontrado inconsciente e que agora não sabe quem ele é. Nana e Kotaro vão juntos descobrir um amor. Eu acabei me identificando muito com a personagem, pois estou na casa dos trinta e meio que sinto um pouco o que ela sente.


Mas eu gosto em particular de como a vida de Mucchan vira de ponta cabeça, em uma fase da vida em que é esperado que tudo já esteja "resolvido" na sua vida. Coloquei entre aspas, pois é essa a ironia com a personagem, como pode tudo estar resolvido se você ainda está vivo. Achei muito legal o final desse personagem.


Pontos Fracos:

Eu detestei toda aquele drama familiar do pai dela e do desenrolar familiar, pareceu supérfluo e meio fora de contexto com a história, como quem enche linguiça.

Eu odiei o final com o Kotaro, eu entendo um pouco ele, mas eu o achei um bocó!



~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Spoiler ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Quer dizer então que se a noiva dele não tivesse desistido de casar, ele teria casado mesmo assim??? PQP, fiquei muito irritada, tava torcendo para a Nana desistir dele.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Fim do Spoiler ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


Baixar/Assistir:

Eu super recomendo esse drama, para quem gosta de história e dilemas (e de uma boa trilha sonora), é um bom drama. Está no Asian Team, não esqueça de agradecer a tradução.

21 de nov. de 2025

Dream (Campeonato dos Sonhos)


Bora falar de um filme de sessão da tarde, na boa.

Sinopse:

Um jogador (Park Seo Joon) de futebol, em decadência, é escalado para ser treinador de um projeto solidário. Nesse projeto, pessoas em situação de rua e com problemas podem encontrar acolhimento em uma partida de futebol. Esse jogador busca melhorar a sua imagem, já bem manchada, enquanto isso uma produtora prepara um documentário sobre o projeto. A responsável (IU) pelo documentário tão pouco está ali pelo amor ao projeto, na verdade ela tem uma porrada de dívida para pagar e por isso está fazendo o trabalho.


Em fim, um lindo projeto que tem dois aproveitadores tentando tirar proveito, o que talvez eles não esperavam era se envolver verdadeiramente - ou bem próximo disso - da causa.

O louco desse filme é que ele é baseado em fatos reais, sim existe o tal campeonato mundial dos sem tetos (Homeless World Cup). Achei a iniciativa bem bacana, e o filme mostra o quanto esse tipo de iniciativa, é boa.


Pontos Fortes:

É um filme fofinho vai, quem não se emociona com os personagens e suas histórias? IU e Park Seo Joon fazem uma boa dupla contando com a participação de cada um dos jogadores desse time.

É um filme de seção da tarde que vale o tempo.


Pontos Fortes:

Nada além de um filme relaxante.


Baixar/Assistir:

Tem na Netflix. 

14 de nov. de 2025

O Juiz do Diabo (악마판사)


Olha, as vezes acho que alguns roteiristas de dramas assiste ao nosso Jornal Nacional para ter inspirações viu. Esse drama aqui acho que vale a conferida, mas somente se não tiver mais nada em sua lista.


Sinopse:

Imagine que a Coreia fosse o Brasil, bem violenta, corrupção para todo lado, tudo isso de forma bem escancarada (acho que não preciso convencer ninguém que a Coreia do Sul tem índices de violência baixo e a corrupção é bem mais por baixo dos panos do que aqui). Bom, assim como no Brasil, o judiciário decide tomar protagonismo. Assim, haverá um tribunal televisionado e quem decide o resultado é o voto popular (não está muito diferente do Brasil vai). Um Juiz em especial chama para si o dever de salvar a nação, o seu estrelismo compete com sua malevolência. Esse é o drama, o juiz do diabo (as vezes acho que qualquer semelhança com a situação atual do Brasil, não é mera coincidência).

P.S.: Já vou avisando aos bolsonaristas - não assiste esse drama achando que o paralelo é com o nosso Juiz Morais. O final vai fazer vocês não saberem onde enfiar a cara - dar o braço a torcer, acho que ninguém daria.


Pontos Fortes:

O drama parece mesmo um deja-vi de jornal nacional, mas tem o estilo coreano que disfarça bem. Tudo parece uma grande conspiração, mas é só corrupção mesmo. Isso torna o drama não muito diatópico para os brasileiros em geral. De qualquer forma, é intrigante, se conseguir se envolver nos primeiros episódios vai valer algum entretenimento - dá para se divertir quando a história não é real.

Eu gosto do trio principal, achei que os atores compensaram a falta de novidade - talvez é novo para os coreanos, mas definitivamente a história não é novidade para o Brasil. É meio bizarro que a Coreia diatópica para os coreanos é só o Brasil mesmo.

Pontos Fracos:

Olha, o final é meio: "sério isso seu imbecil????" Claro que tudo da certo no final, mas era tão óbvio que acabou sendo um tanto desanimador. É um clássico drama "série B", nada incrível.


Baixar/Assistir:

Tem na Netflix, foi lá que eu assisti. Embora eu não goste muito da tradução/brasileiramento que fazem da legenda, é uma forma legal de assistir fácil os dramas né.

31 de out. de 2025

Mad Dog (매드 독)


Quando eu vi que uma das gêmeas do T-ara estava no drama, acabai assistindo - não, eu não era do grupo de pessoas que queria a cabeça das meninas do T-ara, na verdade foi a primeira vez que vi cancelamento e até hoje tenho ódio de qualquer atitude do tipo - pura covardia de fãs/haters. Mas vamos falar do drama.



Sinopse:

Uma equipe de ex- investigadores de falsificadores de planos de saúde (em resumo, alguém que finge estar doente para ganhar o dinheiro do seguro sem precisar, eles encontram os falsificadores). Essa equipe conta com Choi Kang Woo - Mad Dog (Yoo Ji Tae), Jang Ha Ri (Ryu Hwa Young) e outros dois. Eles tem uma companhia privada liderada pelo cachorro louco (Mad Dog). Tudo muda radicalmente quando Kim Min Joon (Woo Do Hwan) um misterioso rapaz aparece para atazanar a vida do Mad Dog. Este que é o irmão mais novo do piloto que derrubou o avião, onde estavam o filho e a esposa do Mad Dog.

E agora parece que mistérios do passado serão revelados por essa equipe nada inusitada.


Pontos Fortes:

É um típico drama coreano, cheio de dramas, interessante, nada incrível mas não é ruim. Achei o drama relativamente bom tanto nas revelações quanto nas ações do grupo, gosto de ver os mocinhos ganhando sempre. 


Pontos Fracos:

Olha, não é um drama incrível, parece ser de baixo orçamento, um clássico do Yoo Ji Tae, nada de novo.


Baixar/Assistir:

Eu assisti na Netflix, vale o esforço, então eu recomendo, embora não seja um drama marcante entretem bastante.

24 de out. de 2025

Fly Daddy, Fly (Furai, dadi, furai)


Olá pessoal, eu assisti a versão japonesa desse filme recentemente (eu havia assistido a versão coreana primeiro, então se quiser conferir antes aqui a versão coreana, pois vou fazer uma sinopse mais comparativa). A história é a mesma, mas as diferenças entre os filmes é bem visível.


Sinopse: Suzuki é um clássico pai de família japonês que tem sua única filha espancada por um FDP cujos pais são alguém importante. O pivete luta boxe é um campeão na sua categoria. Após ser chantageado e comprado pelo diretor da escola do meliante esse pai vai buscar vingança. E para isso ele vai contar com ajuda de estudantes de um outro colégio, em específico de um Coreano (Park Sun Shin - que é o Okada Junichi do V6, nem usaram um coreano de fato, meio triste mas ok).


A grande diferença dessa versão em comparação com a coreana, é que o filme foca não apenas no pai mas também nas questões de racismo e xenofobia sofrido pelo jovem mestre dele. Por obviedade, a versão coreana não tinha como focar nisso na história. Eu gostei também que na versão japonesa, o diretor Narushima decide brincar com o contraste preto e branco no inicio do filme, ficando colorido só no momento que o Sun Shin aparece no filme. Isso dá uma ideia de que aquele é o prólogo do filme que vai começar agora - muito bom. Acho que a versão japonesa conseguiu dar muito mais sentido ao Fly, Daddy, Fly do que a versão coreana.


O estilo japonês é sempre mais silencioso e paradão, enquanto que o estilo coreano é mais dinâmico explorando não apenas o visual mas também a áudio - são apenas estilos, e isso torna a mesma história bem diferente uma da outra. Acho que ambas as versões apresentam cenas marcantes de bonita, e devem ser assistida com certeza.


Pontos Fortes: Embora eu goste muito do Lee Jun Ki e não acho que na versão coreana ele perde para a versão japonesa. Nesse filme é focado muito mais no personagem Sun Shin, então acaba que o Okada tem mais protagonismo aqui, inevitavelmente, e claro que ele não decepciona tendo um porte físico que dá muito mais sentido na história.


A história do machucado do Park Sun Shin é muito mais bem trabalhada nesse filme do que na versão coreana. Isso porque é possível o drama explorar a xenofobia e racismo japonês. Além disso, o personagem do Okada apresenta muito mais profundidade. Ficou muito bonita, e bem menos violenta do que a versão coreana. E isso é importante, pois não acho que o Kaneshiro queria de fato algo violento o objetivo é passar uma mensagem, então o final - para mim, claro - é muito melhor nessa versão. Os coreanos colocam muito mais ação, desnecessária (bem mais hollywoodiana, não curto).


O próprio Kaneshiro Kazuki ter feito o roteiro tornou o filme muito mais forte, ele consegue tornar qualquer obra uma joia. Porém na versão coreana foi colocado um personagem extra, um detalhe que deixou o filme coreano tão bom quanto.


Pontos Fracos: É muito visível que os jovens da escola são uns adultos de mais de 20 anos, ou pelo menos parecem muito velhos para estarem na escola. Acho que na época o Japão tinha como ideia que jovens de escola eram tudo retardado esquisitos, sério a criançada não agia como criança agia como idiotias mesmo, ficou meio ridículo isso no filme. Outra coisa irritante, o boxeador é um apagadão sem graça, em comparação com a versão coreana esse perde de dez a zero.


Infelizmente a versão japonesa conta com um ator que já tem um porte atlético, é mais legal na versão coreana que eles escolhem um "baixinho gordinho" (tô tentando evitar os preconceitos aqui mas é visível o emprego do estereotipo do corpo do personagem aqui), e durante o treino ele fica no porte forte atlético. A versão japonesa perde nesse quesito.


Baixar:

Esse eu vi no Avistaz com legenda em inglês. Acho que super vale a pena assistir por causa do Okada, e porque é um trabalho do Kaneshiro Kazuki e portanto sempre vale a pena.